Simplesmente-Única

"O vento só leva quem se deixa levar" (Rose Felliciano)

Meu Diário
19/03/2008 23h19
Sábias palavras.....

Meu poeta preferido e um texto realmente verdadeiro....PERFEITO!

Parabéns ao mestre da poesia, Mário Quintana.


"Sábias agudezas... refinamentos...
- não!
Nada disso encontrarás aqui.
Um poema não é para te distraíres
como com essas imagens mutantes de caleidoscópios.
Um poema não é quando te deténs para apreciar um detalhe
Um poema não é também quando paras no fim,
porque um verdadeiro poema continua sempre...
Um poema que não te ajude a viver e não saiba preparar-te para a morte
não tem sentido: é um pobre chocalho de palavras. "

Mario Quintana


Publicado por Rose Felliciano em 19/03/2008 às 23h19
 
09/03/2008 11h21
Eu gosto de viver... e você???
Talvez alguém que você mais amou, seja a pessoa que mais te fez sofrer...

Mesmo assim, ame a vida!!! Nada e ninguém é mais importante que o presente maior que você recebeu Daquele que mais te amou e que nunca te abandonará...

A vida é um presente de Deus! A grande escritora Agatha Christie ( a minha preferida), passou por momentos de muito sofrimento por amor...

Mesmo assim, nos deixou essa belíssima reflexão:

"Eu gosto de viver. Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente infeliz, dilacerada pelo sofimento, mas através de tudo ainda sei, com absoluta certeza, que estar viva é sensacional!" (Agatha Christie)










Publicado por Rose Felliciano em 09/03/2008 às 11h21
 
09/03/2008 11h13
A despedida.....
Ninguém é obrigado a ficar com outra pessoa, sem vontade....
Mas por favor, faça a despedida o mais suave possível...
Se você falou de amor eterno, não saia num repente...

O texto abaixo fala bem do que estou falando.


"Quando sentir vontade de sair, não bata a porta....
Para quem escancara a sua própria porta,
qualquer barulho é ensurdecedor..." (Cláudia Letti)


Publicado por Rose Felliciano em 09/03/2008 às 11h13
 
09/03/2008 10h52
Se se morre por amor???? Gonçalves dias fala a respeito.....
Grande Gonçalves Dias!!!! Acredito que depois de ler essa obra de arte, não te sobrará mais dúvidas quanto ao questionamento: É possível morrer de amor?

****************



"Se se morre de amor! — Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende

De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n'alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve, e no que vê prazer alcança!


Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d'amor arrebatar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio,
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro


Clarão, que as luzes no morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D'amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração — abertos
Ao grande, ao belo; é ser capaz d'extremos,
D'altas virtudes, té capaz de crimes!
Compr'ender o infinito, a imensidade,
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D'aves, flores, murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
Fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes;
Isso é amor, e desse amor se morre!

Amar, e não saber, não ter coragem
Para dizer que amor que em nós sentimos;
Temer qu'olhos profanos nos devassem
O templo, onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis, d'ilusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compr'ender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!


Se tal paixão porém enfim transborda,
Se tem na terra o galardão devido
Em recíproco afeto; e unidas, uma,
Dois seres, duas vidas se procuram,
Entendem-se, confundem-se e penetram
Juntas — em puro céu d'êxtases puros:
Se logo a mão do fado as torna estranhas,
Se os duplica e separa, quando unidos
A mesma vida circulava em ambos;

Que será do que fica, e do que longe
Serve às borrascas de ludíbrio e escárnio?
Pode o raio num píncaro caindo,
Torná-lo dois, e o mar correr entre ambos;
Pode rachar o tronco levantado
E dois cimos depois verem-se erguidos,
Sinais mostrando da aliança antiga;
Dois corações porém, que juntos batem,
Que juntos vivem, — se os separam, morrem;
Ou se entre o próprio estrago inda vegetam,
Se aparência de vida, em mal, conservam,
Ãnsias cruas resumem do proscrito,
Que busca achar no berço a sepultura!


Esse, que sobrevive à própria ruína,
Ao seu viver do coração, — às gratas
Ilusões, quando em leito solitário,
Entre as sombras da noite, em larga insônia,
Devaneando, a futurar venturas,
Mostra-se e brinca a apetecida imagem;
Esse, que à dor tamanha não sucumbe,
Inveja a quem na sepultura encontra
Dos males seus o desejado termo!"


(Gonçalves Dias)

 

Publicado por Rose Felliciano em 09/03/2008 às 10h52



Página 18 de 19 « 11 12 13 14 15 16 17 18 19 [«anterior] [próxima»]

Site do Escritor criado por Recanto das Letras